LVGVS.
Marcílio Diniz.
CARMICHAEL, A. Carmina Gadelica v.1. Edinburgh: Oliver and Boyd, 1928. p. 210.
Lugh* nam Buadh.
Deanam an cuarta
An cluanas mo naomh.
Air machair, air cluan domh,
Air fuar-bheanna fraoch;
Ged shiubhlam an cuan
‘S an cruaidh cruinne-ce
Cha deifir domh gu sior
‘S mi fo dhidionn do sgeith;
A Lugh nam buadh,
M’ ailleagan ere,
A Lugh nam buadh,
Buachaille De.
Tri Naomh na Gloire
Bhith ‘n comhnuidh rium reidh,
Ri m’ eachraidh, ri m’ lochraidh,
Ri cioba cloimh an trend.
Am barr ta fas air raona
No caonachadh an raoid.
Air machair no air mointeach,
An toit, an torr, no an cruach.
Gach ni tha’n aird no’n iosal,
Gach insridh agus buar,
‘S le Trithinn naomh na gloire,
Agus Lugh corr nam buadh.
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Boudikos Lukus[1].
Damnami mouom koruinom
Enibratirata mouo noibo.
Are rouesiaz, are klouniokuz,
Are ougrobrigiz rosokuz;
Iom enimoribarui kensu
Ekue enikaletei koruinei bitos
Nenuz drukom uermez anseti
Usanetlom touo skeito;
A boudike Luku,
Tlustus mouos kredos,
A boudike Luku,
Boukolis deiuos.
Tris Noibos Glorias
Aiui me tanegounei,
Mouus ekuus, mouus bouus,
Ouim ulano enialamubos.
Seimetus eniaratei to staunei
Iste enigablei to makounei.
Are rouesiaz arenuzue,
Enimukai, enialtei enisondubosue.
Oskuez arduos istelosue,
Oskuez gortiga alamukue,
To noibuz Triuz glorias,
Ekue boudikos Lukus.
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Lugh o vitorioso.
“<Eu> faço meu circuito
Na irmandade de meu santo.
No machair**, no prado,
Na gélida colina em charneca;
Embora viajasse no oceano
E no duro círculo do mundo
Nenhum prejuízo possa recair até mim
Embaixo do abrigo de teu escudo;
Ó Lugh o vitorioso,
Jóia de meu coração
Ó Lugh o vitorioso,
Pastor dos deuses
Três Sagrado de Glória
Sempre em assistência a mim,
A meus cavalos, a meu gado,
A ovelha de lã em rebanhos.
As safras crescendo no campo
Ou amadurecendo no feixe.
No machair ou no charco,
Na fumaça, no monte ou no maço.
Cada coisa <que> está no alto ou em baixo,
Cada fornecimento e floco <cardume?>
Está para a Trindade santa da glória,
E a Lugh o vitorioso.”
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OBS:
*Lugh está no lugar de Michael, vd. KONDRATIEV, A. Lugus – o Senhor de muitos Talentos.
**Machair > no nosso pequenino dicionário, achamos apenas ‘mach’ – “fora, lugar aberto, lado de fora”. Em todo caso, o próprio Alexander Carmichael não traduz o termo para o inglês.
[1]versão em keltiberika: O Vitorioso Lugus
“Amarro meu cercado
Na irmandade de meu santo.
Diante da campina, diante do prado,
Diante da colina-gélida na charneca;
Enquanto andar no grande-mar
E no duro círculo do mundo
Nenhum mal chegue até mim
Embaixo do refúgio de teu escudo;
Ó Lugus vitorioso,
Jóia de meu coração
Ó Lugus vitorioso,
Pastor dos deuses
Três Sagrados de Glória
Sempre a proteger-me
A meus cavalos, a meu gado,
A ovelha de lã em rebanhos.
As sementes a porem-se-de-pé no arado
Ou a crescer no ramo.
Diante da campina ou no charco,
Na fumaça, no monte ou nas varas.
Cada alto ou baixo
Cada tessera e rebanho
<Está> para o santo Trio da glória,
E a Lugus o vitorioso.”
Inté!
M. Diniz, Parahyba.
Marcílio,
parabéns! Ótima escolha, realmente. Só pra te esclarecer, maich em gaélico escocês é planície, mas também um dos nomes usados pelos escoceses para se referir à parte sul da Escócia. Talvez por isso Carminchael não tenha traduzido.
Abraços!
Hum.
Agradeço o esclarescimento, Marcela – preciso de um dicionário de vergonha, já que não tenho internet em casa…
Abração!
Se quiser tenho um ótimo em doc! Posso te passar.
Oxente, por favor!
Que o deus da comunicação seja louvado!
Inté!