Uma Metodologia para Trabalho com Crann Ogham
(a.k.a. Raven e Kathryn se Perdem na Floresta)
por Raven nic Rhóisín e Kathryn Price NicDhàna
Versão em português por Marcílio Diniz e Priscilla Tschá
Nos últimos seis a treze anos, as autoras tem feito um estudo de campo do crann ogham (também conhecido como árvore ogham) um foco maior de nossas praticas pessoais de espiritualidade Celta. Enquanto há bastante informação sobre alfabetos ogham ou inscrições disponíveis na imprensa acadêmica, a maior parte da informação sobre ogham que chegou até a cultura predominante e círculos Pagãos não é historicamente exata. Normalmente, não é baseada em crenças Celtas de maneira alguma. Este artigo não é destinado a ser uma introdução ao ogham em geral, mas é ao invés uma metodologia prática de trabalho para aqueles que querem trabalhar com a árvore ogham num contexto Celta. Um breve rascunho cultural do ogham será dado, mas o foco é muito mais pratico. Para aqueles interessados em maiores informações sobre alfabetos ogham, inscrições ogham históricas e fontes adicionais, por favor, vejam as Recomendações e Bibliografia no final do texto.
Background
Assim como as práticas de muitas outras espiritualidades voltadas a natureza, trabalhar com o crann ogham irá variar um pouco dependendo da sua bio-região e das árvores nativas a sua área. Sabendo disso, parece apropriado incluir alguma informação de fundo sobre o ambiente no qual essa metodologia foi desenvolvida. O interesse mútuo de Raven e Kathryn em árvores, ogham e espiritualidade Celta historicamente correta levaram-as a desenvolver separadamente práticas similares. Raven estava vivendo na área maior em Washington DC naquele tempo, e desde então se mudou para Seattle. Kathryn viveu em New England pela maior parte do seu trabalho com ogham. O desejo de apresentar uma prática de natureza Celta funcional e historicamente baseada foi um fator de motivação para ambas e nós fomos afortunadas de ter vivido em ambientes onde muitas das árvores do crann ogham original são nativas.
O que é ogham mesmo?
Os alfabetos ogham são descritos em textos irlandeses antigos como códigos crípticos assim como também um método de escrita ou símbolos usados para comunicação. Cada uma das vinte letras históricas, em adição com seu próprio som, tinham uma rede de associações desde poemas-palavras conhecidos como kennings para árvores, pássaros, cores, fortalezas e muitos outros significados. Também há cinco letras adicionais, o forfeda, que foram adicionadas ao sistema numa data posterior; nem todos trabalham com essas letras adicionais. É possível que ogham fosse usado mnemonicamente, possibilitando os possuidores de uma tradição oral de memorizar mais facilmente grandes informações e sabedoria sobre seu ambiente e cultura. Muitos trabalhadores de ogham modernos escolheram um ou só alguns sistemas de ogham para estudar, já que as listas separadas não são fortemente relacionadas em significado pela letra. Por exemplo, R no ogham dos pássaros pode ter um significado e simbolismo radicalmente diferente do R no ogham das cores. Tentar reconciliar muitos sistemas de símbolos simultâneos pode se tornar extremamente confuso e pode resultar em enturvar o significado ao invés de clarificar-lo. Ao escolher focar em um sistema de ogham e usando outros para sustentar o sistema quando os significados coincidirem, um sistema internamente consistente pode ser desenvolvido. Com trabalho continuo um conjunto de símbolos de um praticante geralmente cresce em profundidade de significado, tornando-se uma fonte valiosa de insight e iluminação para eles.
O que é crann ogham e porque eu escolheria trabalhar com ele?
Da multiplicidade de sistemas de ogham mencionados no Livro de Ballymote, crann ogham (também conhecido como árvore ogham) é um dos mais conhecidos e acessíveis. Há algumas associações solidas de árvores (ou plantas) nativas a Irlanda para cada letra, e há vários livros disponíveis que destacam o folclore histórico e usos físicos de cada uma dessas árvores. Nos anos noventa, Kathryn começou a trabalhar com crann ogham como uma maneira de ter um sistema de divinação autenticamente Céltico – um que estivesse entremeado com mitos e folclore Célticos, assim como estando enraizado na natureza e harmonioso com os espíritos de onde ela estava vivendo. Através desse trabalho ela acabou desenvolvendo um sistema que entrelaça a sabedoria das Deusas Célticas com aquela das árvores. Mais ou menos sete anos depois, o interesse de Raven no crann ogham era, independentemente, nascido de um desejo de se tornar enraizada e em contato com a natureza. Ela pensou que extensivo trabalho com árvores seria um bom meio de conseguir isso. No curso de nossos estudos, nós achamos ambos desses desejos favorecidos harmoniosamente pelo trabalho com o crann ogham.
Porque eu não gostaria de trabalhar com crann ogham?
Para ter um sentimento real de cada árvore, você terá que ir lá fora achar árvores em todas as estações e em todos os tipos de clima. Você provavelmente ficará molhado, enlameado, com frio, esquentado, arranhado quando se arrastando através das florestas e outras aventuras comuns em um estilo de vida ao ar livre. Na maioria das regiões, nem todas essas árvores são fáceis de achar e podem até não estar presentes. É um comprometimento de tempo importante aprender sobre elas, seus habitats, e sair por aí e começar a achá-las. Em adição, ao aprender sobre seus frutos e produtos, você provavelmente vai comer e beber coisas que você não vai gostar. Com respeito à prática de meditação, bem, não há nada como o vago constrangimento de ser evitado por uma árvore ou simplesmente voltando sem nada. Se você prefere uma aproximação menos fora de casa e terrena, crann ogham pode não ser para você.
Então, o que você realmente faz?
Num interessante sincronismo, nós duas chegamos a quase uma aproximação idêntica independente uma da outra. Enquanto há pequenas variações em nossas aproximações e algumas variações pessoais em nossas conclusões, esse sincronismo parece falar pela utilidade da aproximação assim como senso comum de natureza lógica. Nós estruturamos nossos estudos indo a cada árvore uma de cada vez, uma arvore por mês. Isso pareceu razoável para nós, já que um mês é tempo suficiente para se ter bastante estudo, leitura e trabalho, junto com vida pessoal e outros interesses, mas curto o suficiente para que não permita uma eterna procrastinação. Nós começamos no começo do alfabeto ogham e trabalhamos a partir daí, letra por letra, arvore por arvore.
Para cada árvore, nós nos esforçamos para aprender de quantas mais fontes possíveis, incluindo literatura acadêmica, escritos de folclore e naturalistas, como também experiência pessoal direta. Nós adotamos a seguinte aproximação geral:
- Leia sobre sua árvore, seu habitar, circulo de vida, frutas e flores, usos comuns e folclore e significado associados num contexto cultural céltico.
- Ache uma árvore real da espécie, e tente meditação com ou perto dela. Veja que imagens ou associações vêem a você durante essa experiência.
- Faça oferendas de amizade para a árvore e para os espíritos conectados com ela. Isso pode ser de várias formas. Pode ser simples, como derramando uma libação de água, deixando alguma comida para os espíritos ou sentando com a árvore em amizade. Alternativamente, você pode fazer pode fazer uma oferenda de trabalho e cuidado, como puxando ervas daninhas ou trepadeiras que ameaçam a árvore. Alguns também podem oferecer algo de sua própria substância para a árvore, se apropriado.
- Coma algo comestível que a árvore produza, beba algo bebível e tente cuidadosamente alinhar-se simpaticamente com sua arvore.
- Se possível, ache algo feito da Madeira da árvore e guarde com você para se lembrar do seu foco e trabalho com a sua árvore. Outra opção é levar folhas, pequenos ramos ou galhos secos com a permissão da árvore.
- Construa um altar para a árvore ou outro espaço dedicado. Você pode achar útil incluir algumas Deidades ou espíritos conectados quando você os descobre por pesquisa, meditação, sonhos ou intuição. Use esse altar para focar suas meditações e trabalhos com sonhos e para os dias que você não pode estar fora com a árvore em si. Usar esse altar como uma verificação regular quando acordar de manhã ou antes de dormir de noite pode ajudar a focar sua atenção no trabalho.
- Note idéias ou temas recorrentes durante o mês, Seja que eles apareçam em sonhos, meditação, visões ou no dia a dia. Se eles parecerem relevantes, adicione símbolos dessas associações ao altar.
- Explore atividades, estudo ou trabalho de caridade relacionado com as associações da sua árvore.
- No final do mês, ache um algum jeito de aterrar ou articular as informações e visões. Alguns exemplos desse tipo de trabalho incluem fazer um fiodh ou talismã ogham, escrever seus achados, ou criando um trabalho de arte que ajude a capturar suas experiências e conhecimentos. Enquanto um insight pode parecer cristalino logo depois de uma sessão de meditação, pode ser bem mais difícil lembrar todos os detalhes anos depois e você pode muito bem desejar revisitar a experiência.
Dependendo da árvore com qual nós estamos trabalhando, alguns desses métodos de aproximação se tornaram temporariamente mais importantes que outros. Seguimos nossa intuição sobre como poderíamos nos relacionar melhor com cada arvore. Por exemplo, Raven teve sua conexão mais forte com Coll mastigando avelãs e lendo poesia, sua conexão mais forte com Ngetal ao trabalhar com assuntos medicinais e sua conexão mais forte com Fearn meditando com a árvore em si. Kathryn se conectou melhor com Coll desenhando figuras de suas visões da Deusa Boann (Ela que guarda o poço da sabedoria que é cercado por aveleiras), com Ngetal ao trançar os juncos entre o pantanal e com Fearn ao fazer oferendas para a Deusa Fand em um grupo de carvalhos nas bordas de um lago e depois seguindo isso com o trabalho da jornada immram. Ao adotar uma aproximação multifacetada, nós sentimos que havia mais chances de acertar uma aproximação de sucesso com cada árvore.
Nem sempre funciona. Com algumas árvores nós conectamos imediatamente e profundamente, outras só foram amigáveis depois de um longo processo de conhecê-las e algumas renderam bem menos insights que outras. Em parte, isso é uma face da personalidade – algumas pessoas serão mais atraídas para um tipo que árvore que as outras e algumas árvores individuais são mais amigáveis que outras. Algumas árvores tiveram mais a dizer a Kathryn do que a Raven e vice versa. Raven agora trabalhou com as árvores durante dois ciclos completos de todos as 20 feánna e viu outros trabalhar durante um ciclo completo. Kathryn trabalhou durante múltiplos ciclos nos últimos treze anos e agora trabalha com árvores e suas matrizes simbólicas de uma maneira mais profunda, assim como surgiam, ou como aquela área parecesse precisar de atenção, algumas vezes passando anos de uma vez em uma arvore ou um pequeno grupo de árvores. Apesar de ter havido temas abrangentes similares em muitas das nossas experiências, em alguns casos, experiências individuais variaram fortemente por árvore. Isso pode ser em parte devido a diferentes árvores sendo individuais elas mesmas e tendo espíritos diferentes associados com elas em diferentes bioregiões. Também pode ser devido a nós termos coisas diferentes a aprender daquela árvore ou o fato que mesmo o mais capaz místico pode ter suas percepções coloridas pelo seu próprio estado mental e emocional. Mas mesmo com essas variações individuais, em geral, uma figura coerente tendeu a emergir.
Nós começamos cada ciclo fazendo algum tipo de ritual. Um pequeno ritual meditativo perto da árvore com qual estamos trabalhando, nos apresentando, fazendo oferendas de amizade e ouvindo por alguma resposta da árvore normalmente funcionou bem. Outra opção, especialmente se ainda não achamos a árvore crescendo por perto, era começar o mês com a construção do altar, usando pedaços da árvore se disponíveis ou uma figura da árvore e do entalhe ogham, enquanto faze-se oferendas aos espíritos. Comumente Kathryn seguiu a construção do altar dormindo com uma folha ou outro pedaço da árvore embaixo do travesseiro, pedindo por comunicação em sonhos e escrevendo quaisquer sonhos de manhã. Raven tentou isso, mas descobriu que ela tinha resultados melhores com meditação acordada do que ela tinha sonhando. Ao final de cada ciclo, nós terminávamos com um ritual similar, agradecendo a árvore por trabalhar conosco e expressando gratidão por quaisquer insights ganhados.
Uma das primeiras coisas que Raven fez em cada ciclo foi usar o Google para comprar quaisquer produtos daquela árvore que não pudessem ser achados localmente. (Essas coisas demoram a serem enviadas e chegar e um mês não é tão longo quanto você pensa, especialmente se pedindo além dos mares.) [Kathryn começou quando o Google ainda não havia sido inventado, e rapaz ela é amarga quanto a isso!] Normalmente os produtos da árvore podiam ser achados em lojas de comida naturais locais – nós tivemos boa sorte com xarope de bétula e cerveja para Beith, vinho de flores de sabugueiro para Ruis, avelãs para Coll e maçãs para Quert não são difíceis de achar. No entanto, algumas vezes tem que se alcançar mais longe – geléia de bagos de ameixeira brava para Straif teve que ser pedida da Escócia e bebida de urze para Ur é difícil de achar. Se você não bebe álcool (nenhuma de nós bebe), você pode tentar achar produtos não alcoólicos de sua árvore, só molhar seus lábios simbolicamente ou usar bebida alcoólica para untar, oferecendo em um altar ou para as chamas, cozinhando, marinando ou basteando.
Depois de descobrir se alguma coisa da árvore era seguro para consumir, nós líamos qualquer coisa que pudéssemos achar sobre ela e seu habitat. Google normalmente irá dizer se a espécie especifica ou alguma relacionada é nativa a sua área, mas guias locais de campo para árvores são muito valiosos também. Em adição, Niall MacCoitir’s Irish Trees: Myths, Legends & Folklore e Jacqueline Memory Patterson’s Tree Wisdom: The Definitive Guidebook to the Myth, Folklore, and Healing Power of Trees foram algumas vezes fontes de grande auxílio em anos mais recentes. Uma vez que tínhamos uma idéia do que a árvore era associada com, nós iríamos passar tempo com outras atividades espirituais que coincidiam com aquilo. Raven se focou em trabalho visionário durante Luis, ajudou a construir casas para abrigar comunidades mais pobres durante Duir e leu poesia durante Coll. Kathryn cavou um jardim de ervas para Luis, trabalhou com os ancestrais durante Duir e escreveu poesia catártica durante Coll. Nós descobrimos que isso aprofundou e aumentou nossas experiências com cada árvore. Nós também fizemos pesquisas secundárias através do folclore e conceitos relacionados, para haver se algo surgia ou chamava nossa atenção.
Depois disso tudo, Raven estava pronta para sair e achar as árvores nas florestas. (Kathryn estava vivendo na floresta durante a maior parte desse processo, então nem sempre procedeu na mesma ordem.) “Nas florestas” é um termo relativo, como você vai achar as árvores vai variar bastante, assim como qualquer meditação que você possa tentar com elas. Se o único teixo por cinqüenta milhas em qualquer direção marca uma ocupada interseção da cidade, há só uma quantidade de meditação ininterrupta que você vai conseguir. Se o mais magnífico carvalho em seu estado está em um quintal com cerca completa e um cachorro bravo, você pode ter que conversar do outro lado da rua. Use senso comum; não vá pra cadeia por trespassar.
Para árvores que eram nativas em nossa área, nós lemos sobre seus habitats favoritos e procuramos por parques, preservação da vida selvagem e florestas nacionais que pareciam favoráveis ou mencionavam em seus web sites que tinham aquela espécie de árvore em particular na residência. Se elas fossem comuns o suficiente para que uma de nós tivesse uma árvore do tipo na vizinhança com a qual já tivéssemos alguma afeição, nós íamos visitar essa. Se nós não achássemos nenhuma em áreas selvagens, em um parque, na vizinhança ou por ouvir dizer, nós iríamos ir ao Arboretum local. Em geral, Raven teve bem menos conexões profundas e experiências com árvores do Arboretum que com as silvestres, mas ainda foi melhor de longe do que com árvores que ela não era capaz de achar localmente em lugar algum. Kathryn teve experiências melhores com algumas árvores do Arboretum, mas talvez isso fosse devido a ir somente a um Arboretum antigo com bosques com sentimento silvestre, onde ela tinha feito rituais por um numero de anos já. Ainda, ela também prefere as árvores silvestres.
Acontecimentos de clima
Às vezes, você simplesmente não tem sorte. Se não houver nenhuma árvore do tipo escolhido perto, há duas opções. Você pode aprender tudo o que pode de qualquer maneira sobre a árvore, trabalhando de algo que possas adquirir, ou podes ler as associações e características físicas de perto e tentares achar uma árvore que cresça em tua bioregião que possua associações e funções semelhantes. Raven tendeu muito fortemente para o anterior, mas mesmo assim, ainda teve alguma interferência de eventos ambientes na região. Durante a floração da cerejeira, Raven achou mais difícil de se concentrar nas árvores com qual ela devia estar trabalhando, já que ela tem uma afinidade bastante forte com a cereja. Se esforçou muito para ignorar a flora da cerejeira e fazer qualquer outra coisa, e ela nem sempre teve sucesso. O princípio geral de estar distraído pelo clima pode se aplicar. Kathryn usou uma aproximação combinada – usando madeira derrubada recolhida de árvores irlandesas em talismãs e no altar, como também estudando guias de campo para achar as espécies locais mais íntimas que crescem em seu clima. Freqüentemente os altares de ogham para uma árvore não-local seriam feitos com pedaços da árvore irlandesa e seu é cognato local mais próximo, e o trabalho com eles deste modo ajudaria a clarificar qual árvore local era a melhor substituta. Ela também tinha sorte em ter amigos que estavam dispostos a achar árvores não-locais e trazer-las a ela, às vezes em empenhos bastante dramáticos (como quando um amigo chegou ao Bealltainn com uma sorveira enorme em cima de seu carro, ramos saindo por todas as janelas!). Nós ambos tivemos sorte, como os climas em nossas bioregiões não é tão dissimilar às terras gaélicas. A grande maioria das árvores de crann ogham podia ser achada crescendo em nossas regiões respectivas, nos permitindo manter substituições e modificações a um mínimo. Nós reconhecemos que isto não será verdade para a bioregião de todo mundo.
Quando possível, nós visitamos as árvores durante horas diferentes do dia, em tempos diferentes, e em estações diferentes. Um das limitações do método de árvore-por-mês é a variação limitada que vais encontrar em qualquer mês dado. Porém, isto pode ser melhorado um pouco passando pelo ciclo múltiplas vezes, ou parando para ver como as árvores que você ficou amigável estão indo, mesmo que não estejas no mês delas mais. Deste modo, a pessoa pode formar um quadro mais completo da árvore e seu ciclo de vida.
Comunidade e crann ogham
A primeira vez que trabalhamos pelo ciclo, nós ambos o fizemos sozinhas; realmente, Kathryn trabalhou só por muitos anos antes que encontrasse qualquer um levando esta abordagem. A maioria das associações que nós adquirimos era bastante tradicional e em linha com o folclore que estávamos lendo. A segunda vez que Raven trabalhou pelo ciclo, fez junto com um grupo de trabalho de ogham. Foi inacreditavelmente uma experiência valiosa, desde que nos mostrou todas as semelhanças e diferenças nas percepções que várias pessoas tiveram com cada árvore. Nós éramos todos partidários de metodologias aproximadamente semelhantes, mas os procuramos individualmente, e nos encontrávamos uma vez por mês para discutir nossas experiências com a árvore do mês prévio, compartilhar fontes e folclore sobre a próxima, e em algumas ocasiões fazer os rituais de meditação mencionados antes. Apesar da maioria do trabalho do ogham que é personalizado e individual, ainda foi imensamente útil ter uma comunidade de intenção semelhante para com quem discutir os resultados.
Durante meio caminho do segundo ciclo de Raven, ela e Kathryn se encontraram on-line, e muitas pessoas novas interessadas no ogham se uniram nas discussões. Isto acrescentou outra dimensão ao trabalho, já que pudemos agora discutir nossas experiências e fontes para cada árvore. Se não houver outros que trabalhem com ogham em tua presença física, até mesmo um grupo de estudo on-line pode ser útil.
E sobre o forfeda?
Nos primeiros meses ou anos de nossos estudos, nenhuma de nós tentara trabalhar com o forfeda. A segunda vez, Raven tentou mas falhou – ela não estava segura sobre quais árvores traçadas para que, como as fontes estavam obscuras, não estava alcançando nenhuma orientação útil, e não teve nenhuma intuição forte ou GPN sobre o que traçou. O forfeda simplesmente não funcionou para ela, assim ela abandonou o esforço. Kathryn fez uma aproximação diferente ao forfeda, traçando-os a árvores locais que são importantes na sua bioregião, contudo não incluiu os primeiros vinte feánna, e usando-as para simbolizar conceitos que precisam ser enviados em um sistema que funcione mas não estão cobertos em outro lugar.
Estudo continuado
Até mesmo depois de anos de trabalho com o ogham, nós ambas ainda sentimos que temos muito que aprender. Raven está pensando em usar esta mesma metodologia e usá-la não consecutivamente para preencher as lacunas no seu estudo como Kathryn tem feito, voltando para as árvores que deixaram impressões menos fortes as primeiras vezes. Adicionalmente, Raven mudou-se pelo país no meio do seu segundo ciclo, e está interessada em quanto há diferenças nas impressões e significados de árvores familiares. Algumas das árvores que estavam escassas na Costa Oriental são abundantes no oeste, e vice-versa; ela teve que ir para o Arboretum para achar amieiro em Washington DC, mas é a terceira árvore mais abundante em Seattle. Há aveleiras nativas em Seattle, mas o mais próximo a DC que ela jamais viu estava em St. Louis. Ela pode se arriscar e ver como elas diferem das árvores que ela conheceu em DC. Kathryn ainda está vivendo na mesma bioregião, entretanto em um micro-clima ligeiramente diferente. Ainda na floresta, ela está trabalhando para completar um livro nos seus anos de trabalho com o crann ogham, compartilhando suas experiências com outros no caminho, e formando relações mais profundas com as árvores nesta floresta nova.
Além disso, estamos interessadas em padrões de crescimento, que as árvores naturalmente desenvolvem em agrupamentos selvagens – e o que isto diz sobre sobreposições nas matrizes de símbolos que cresceram ao redor delas. Isto provavelmente somará um pouco de complexidade em nossos estudos pela observância dos padrões de crescimento e determinação, e vendo como isso relaciona aos significados e associações das árvores no folclore e no ogham. Até mesmo depois de anos de estudo, há ainda muito para ser feito.
Leitura indicada e Bibliografia:
Textos históricos sobre ogham:
George Calder, Auraicept Na N-eces: The Scholars’ Primer (um fragmento online pode ser encontrado aqui: http://www.maryjones.us/ctexts/ogham.html)
Damian McManus, A Guide to Ogam
Contos e Folklore:
Alexander Carmichael, The Carmina Gadelica
Jeffrey Gantz, Early Irish Myths and Sagas
Kenneth Hurlstone Jackson, A Celtic Miscellany
Niall MacCoitir, Irish Trees: Myths, Legends & Folklore
F. Marian McNeill, The Silver Bough
Jacqueline Memory Patterson, Tree Wisdom: The Definitive Guidebook to the Myth, Folklore, and Healing Power of Trees
-Assim como todos os livros e contos podes encontrar on-line, como em: http://www.maryjones.us/ctexts/index.html e http://www.sacred-texts.com/neu/celt/index.htm
Identificação de árvores (Costa Oeste – E.U.A.)
Elbert Luther Little, National Audubon Society Field Guide to North American Trees: Eastern
Donald Peattie, A Natural History of Trees: of Eastern and Central North America
George W.D. Symonds, The Shrub Identification Book
The Garden Club of Amherst, Trees in Amherst
(Noroeste Pacífico – E.U.A.)
Helen Margaret Gilkey and Patricia L. Packard, Winter Twigs: A Wintertime Key to
Deciduous Trees and Shrubs of Northwestern Oregon and Western WashingtonArthur Lee Jacobson, Trees of Seattle: The Complete Tree-Finder’s Guide to the City’s 740 Varieties
C. P. Lyons, Trees & Shrubs of Washington
Uma breve introdução ao Ogham
http://paganachd.com/faq/intermediate.html#ogham
paganachd.com
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